domingo, 25 de julho de 2010

Batalha de Ourique

Ano: 1989
Valor facial: 250 escudos
Metal: cuproníquel 75/25
Acabamento: normal
Diâmetro: 37 mm
Peso: 23 g +/- 1,5%
Bordo: serrilhado
Eixo: horizontal
Tiragem: 750.000
Escultor: Irene Vilar
Legislação: Decreto-Lei n.º 355/89, de 17 de Outubro

A/: apresenta, no campo, o primitivo escudo das quinas dos reis de Portugal, de formato amendoado, ladeado à esquerda por sete castelos dispostos em cruz, à direita pela data "1989", na orla superior a legenda 2República Portuguesa" e na orla inferior o valor facial de 250 escudos".

R/: apresenta, no campo bipartido por uma espada medieval do tipo utilizado durante a reconquista cristã da Península Ibérica, no lado inferior direito um crescente, de pontas quebradas pela espada, pela data "1139" em cima, na orla a legenda "Batalha de Ourique" e no lado superior esquerdo a representação da gravura de um dinheiro de D. Afonso I, tendo entre dois arcos a inicial do nome do rei, "A", sobreposta a quatro triângulos em cruz, por baixo a data "1140" e na orla a legenda "Fundação de Portugal".

A gradual afirmação de autonomia política do Condado Portucalense perante o reino de Leão Assumiu com Afonso Henriques uma dinâmica precisa, que conduziu a que ao infante fosse atribuído, em fins de 1139 ou princípios de 1140, o título de rei.

Apesar de ser convicção dos historiadores actuais que o uso daquele título não significaria uma independência efectiva, é indubitável que com ele se estabelece o principal marco do progresso da fundação da nacionalidade entre 1128 e 1143: a criação do reino de Portugal, só possível pelo enorme prestígio pessoal e autoridade granjeados pelo infante na sua actividade guerreira.

Nesta, assume particular importância o episódio de Ourique, no Verão de 1139. Considerada actualmente como tendo constituído, de facto, a primeira grande batalha de D. Afonso Henriques contra os Almorávidas, o regresso do infante, cheio de glória, a território cristão terá contribuído decisivamente para a sua aclamação como rei de Portugal.

Esta moeda comemorativa foi emitida para assinalar os 850 anos da Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139) e da fundação do reino de Portugal (1139-1140.

Batalha de Ourique
Esta batalha travou-se a 25 de Julho de 1139 entre D. Afonso Henriques e os muçulmanos, com vitória para o primeiro rei português.

A tradição relata a vitória de D. Afonso Henriques sobre um numeroso contingente muçulmano comandado por cinco reis. Modernamente a historiografia pensa que o exército muçulmano não seria tão numeroso, devido à situação de crise vivida pelos muçulmanos na Península e no Norte de África. A localização exacta do campo de batalha é também polémica. Tradicionalmente foi localizada em Ourique, no Alentejo; outras localizações foram aventadas, mas a primeira é aquela que reúne maior consenso.

Associada à batalha surgiu no século XV uma outra lenda, a do milagre de Ourique. Dizia esta lenda que, antes da batalha, teria surgido Cristo a D. Afonso Henriques, assegurando-lhe a vitória e a pro-tecção futura do reino. Desta forma a independência de Portugal assentava na vontade expressa de Deus.

Esta lenda surgiu em 1485 (três séculos após a batalha), quando Vasco Fernandes de Lucena, embaixador de D. João II enviado ao papa Inocêncio VIII, incluiu no relato da batalha de Ourique o aparecimento de Cristo. No século XVII, o frade alcobacense Bernardo de Brito aperfeiçoou a mesma lenda pormenorizando-a e conferindo-lhe uma nova importância.

De notar que a lenda surgiu e foi reforçada em duas situações em que Portugal necessitava de con-solidar a sua independência e autonomia. A partir do século XIX a lenda foi posta em causa, primeiro por Herculano e posteriormente pela moderna historiografia.

Lenda do Milagre de Ourique

A lenda conta que um pouco antes da Batalha de Ourique, D. Afonso Henriques foi visitado por um velho homem, que o rei já tinha visto em sonhos. O homem fez-lhe uma revelação profética da vitória. Disse-lhe também para, na noite seguinte, sair do acampamento sozinho, logo que ouvisse a sineta da ermida onde o velho vivia.

O rei assim fez. Um raio de luz iluminou tudo em seu redor, deixando-o distinguir, aos poucos, o Sinal da Cruz e Jesus Cristo crucificado. Emocionado, ajoelhou-se e ouviu a voz do Senhor que lhe prometeu a vitória naquela e noutras batalhas. No dia seguinte, D. Afonso Henriques venceu a batalha.

Conforme reza a lenda, D. Afonso Henriques decidiu que a bandeira portuguesa passaria a ter cinco escudos, ou quinas, em cruz, representando os cinco reis vencidos e as cinco chagas de Cristo.

Bibliografia
Diário da República Electrónico - www.dre.pt
INCM - Imprensa Nacional - Casa da Moeda - www incm.pt
Wikipédia, a enciclopédia livre - pt.wikipedia.org

Subscribe | More

Sem comentários:

Enviar um comentário