domingo, 4 de julho de 2010

V Centenário do Nascimento de Vasco da Gama

Série: Cabralinas
Ano: 1969 (emitida em 1970)
Valor Facial: 50 escudos
Metal: prata 650 º/oo
Acabamento: normal
Diâmetro: 34 mm
Peso: 18 g +/- 5 º/oo
Bordo: liso com a inscrição "V CENTENÁRIO DE VASCO DA GAMA"
Eixo: horizontal
Tiragem: 1.000.000
Escultor: Álvaro Lucas (gravador)
Legislação: Decreto-Lei n.º 399/70, de 21 de Agosto

A/: "República Portuguesa" e valor facial separados por uma esfera armilar entre dois florões. Ao centro, o escudo nacional sobreposto à cruz de Cristo.

R/: "Vasco da Gama - 1464 / 1964", ladeando o busto de Vasco da Gama, à esquerda, de barba e capacete, em campo raiado. Por baixo, o nome do gravador A. Lucas, em cartela.

Para a escultura desta moeda foi utilizado o busto de Vasco da Gama que se encontra representado num medalhão existente no Mosteiro dos Jerónimos. A emissão foi aprovada por despacho de 7 de Maio de 1969, do Secretário de Estado do Tesouro, com base numa sugestão apresentada pela Comissão Executiva dessas celebrações.

Emitidas em Outubro de 1970, com base no Decreto-Lei n.º 399/70, de 21 de Agosto, estas moedas apresentam a inovação de possuírem uma borda com uma inscrição gravada, em vez da clássica serrilha.

Como apontamento curioso, refira-se que, em Abril de 1969, quando se estudavam as características a atribuir às novas moedas de prata de 50$00, a Casa da Moeda chegou também a considerar a emissão simultânea de um valor facial de 100$00, contendo, precisamente, o dobro do valor intrínseco da moeda de 50$00: módulo de 37 mm; peso 26 g; toque 900 milésimas.

Se nos lembrarmos que, nessa altura, a cotação da prata fina era de cerca de 2$00 / grama, fácil é verificar - e registar - que a relação valor intrínseco / valor facial era, assim, de 46,8 % nas moedas de 50$00. Um bom negócio para o Estado ...

Vasco da Gama

Navegador português, nasceu em Sines, por volta de 1468, filho ilegítimo de Estêvão da Gama, que esteve ao serviço de D. João II como marinheiro.

Vasco da Gama era também um experimentado navegador que já executara várias missões ao serviço de D. João II. D. Manuel I nomeia-o comandante da frota que vai descobrir o caminho marítimo para a Índia. Faziam parte desta expedição três naus e um navio de mantimentos.

A frota parte de Lisboa a 8 de Julho de 1497 e chega a Moçambique a 2 de Março de 1498. Segue depois para Melinde, onde obtém a ajuda de um piloto mouro, acabando por aportar a Calecute, na Índia, em 17 de Maio de 1498. Apesar do aparente bom acolhimento, aparecem as intrigas dos comerciantes árabes, que põem em perigo a estadia da frota portuguesa. Em Outubro de 1498 tem início a viagem de regresso, dando-se a chegada a Lisboa em Agosto de 1499.

Estava descoberto o caminho marítimo para a Índia há tanto tempo procurado, e era o culminar de tantos anos de esforços. Face aos problemas que entretanto surgem na Índia, Vasco da Gama volta lá em 1502 com uma armada de 20 navios, submetendo Quíloa e fazendo alianças com os reis de Cochim e Cananor, com o que deixa assegurado o domínio português no Oceano Índico. Regressa carregado de especiarias em 1504.

Em 1524 D. João III nomeia-o vice-rei da Índia, onde chega em Setembro, para lutar contra os abusos existentes que punham em causa a presença portuguesa na região. Vasco da Gama começa a actuar rigidamente e consegue impor a ordem, mas vem a morrer em Dezembro desse mesmo ano, sendo os seus restos mortais trazidos para Portugal.

Bibliografia
INCM - Imprensa Nacional - Casa da Moeda - www incm.pt
Diário da República Electrónico - www.dre.pt
Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2010 - www.infopedia.pt
TRIGUEIROS, António Miguel, "Moedas Comemorativas de Portugal" in Revista Petrovisão nº 31 - Outubro 1985

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